você já chorou escondida debaixo do chuveiro?



Se a sua resposta foi sim, saiba que você não foi a única.


Muitas vezes eu me encontrei nesse lugar que eu chamo de “Fundo do poço”. A vez que eu mais fiquei lá, deitada, sem me mover, foi quando tive câncer de Tireoide, há 21 anos atrás. A sensação que eu tinha era que o chão, simplesmente, tinha sumido dos meus pés.


O nosso interior é a nossa verdadeira casa e, existem muitos cômodos nela, inclusive o poço (que pode não parecer, mas ele é bem fundo). Se você pensa que está no fundo do poço e não há como sair de lá, eu tenho uma resposta pra você: há uma mola.


Essa mola é a disposição para construir uma nova casa, muito mais bonita, disposta, onde você se sinta confortável! Está sentindo dificuldade? É a falta de coragem para chegar até lá! Nós vivemos fugindo, loucamente, do fundo do poço. Lá no fundo é solitário, escuro, frio, apertado e muito desconfortável. Sem falar na dor que você sente… Eu sei, eu entendo você.


Você pode não acreditar, mas às vezes, você é puxado para dentro do poço, justamente para poder encontrar essa mola e despertar! E A MOLA É A AUTOESTIMA E ELA ME DEVOLVEU A CORAGEM E  ME IMPULSIONOU  A SER GENEROSA E COMPASSIVA COMIGO!


Parei de me maltratar e comecei a faxinar o meu interior. Joguei fora as velharias, consertei o que era consertável, lavei, lustrei e depois, comecei a organizar. Ao meu modo, no meu tempo… E aos poucos, fui usufruindo dessa casa que eu mesma construí.


Enquanto jogava fora o que não me cabia mais, cantava. A vassoura e o canto foram meus melhores amigos! Eu criei a canção do medo, a canção da solidão, da raiva, da compaixão… E varrendo e movimentando a energia, o meu corpo apreciou a mudança. E mais do que isso, relaxou e agradeceu porque eu, finalmente, me encontrei.


E você? Como anda? O que tem passado, como tem vivido?  Me fala, eu quero saber!


O meu convite é: você aceita ser impulsionado por sua mola interior? Você aceita mudar, comigo?


Um Beijo e um Abraço bem apertado,

Rita Coelho <3

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